Em Culturas Híbridas (Edusp, 2008), o autor argentino propõe um interessante caminho de reflexão sobre o que ele denomina de hibridação cultural nos países latino-americanos. A cultura na América Latina é pensada nesta obra tendo em vista a complexidade das relações que configuram na atualidade: tradições culturais coexistindo com a modernidade. Esta, segundo Canclini, ainda não terminou de chegar por aqui. Além disso, os projetos de modernização em curso têm seus valores já desacreditados pelas filosofias pós-modernas. Para compreender o diálogo vivo que se dá no contexto latino-americano contemporâneo entre a cultura erudita, a popular e a de massas (apoiada pelos avanços tecnológicos), o autor lança mão de abordagem interdisciplinar. E, para observá-lo no cenário mundial, investe num tratamento intercultural do tema.
Neste sentido, a obra estabelece, o problema da crise atual da modernidade, em suas peculiaridades latino-americanas. Reúne os saberes parciais das disciplinas que se ocupam da cultura - antropologia, sociologia, comunicação, história, literatura, história da arte, filosofia, etc. - procurando elaborar uma interpretação plausível das contradições e dos fracassos de nossa modernização. E, ao mesmo tempo, contrasta os estudos relativos à realidade cultural latino-americana com estudos sobre países do chamado Primeiro Mundo...
A obliquidade é necessária com corretivo ao poder que, como sempre, é totalizador. Mais necessária em nossos tempos pós-modernos em que as promessas de igualdade da modernidade se esvaíram e também as formas tradicionais de participação política como sindictos e partidos políticos.
Neste sentido, a obra estabelece, o problema da crise atual da modernidade, em suas peculiaridades latino-americanas. Reúne os saberes parciais das disciplinas que se ocupam da cultura - antropologia, sociologia, comunicação, história, literatura, história da arte, filosofia, etc. - procurando elaborar uma interpretação plausível das contradições e dos fracassos de nossa modernização. E, ao mesmo tempo, contrasta os estudos relativos à realidade cultural latino-americana com estudos sobre países do chamado Primeiro Mundo...
A obliquidade é necessária com corretivo ao poder que, como sempre, é totalizador. Mais necessária em nossos tempos pós-modernos em que as promessas de igualdade da modernidade se esvaíram e também as formas tradicionais de participação política como sindictos e partidos políticos.
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